1988 a 1994

No dia 6 de março de 1988 Marina lançava o disco “Virgem”, com apresentação no Canecão. Fia primeira vez que assisti um show da cantora. Estando esgotados todos os ingressos, meu pai ganhou, do diretor Aloysio Legey, quatro convites para a apresentação da cantora. Acompanhado de meus pais, fiquei na mesa com a ex-mulher de Gilberto Gil e sua filha. E ao final do show a grande surpresa: fui levado ao camarim para falar com Marina. Seria este o meu primeiro encontro com a cantora. Achei o máximo! No momento que ela veio falar comigo, fiquei sem voz. Eu tinha 13 anos. Ela autografou o disco e me deu uma camisa do show. Meus pais me contaram, depois, que o pessoal da equipe da produção me convidou para viajar a São Paulo acompanhando a turnê do disco, mas como eu era menor de idade eles não me deixaram ir. Infelizmente!

Depois daquela primeira vez, eu só me encontrei com a Marina em 17 de Dezembro de 1989, dia em que os brasileiros, despedindo-se da ditadura, escolheram, por via direta, o Presidente do Brasil. Soubera na véspera que meu primo Alessandro seria Mesário na Seção Eleitoral em que Marina votava. Mesmo não sendo eleitor – tinha só 15 anos -, e sabendo que a cantora só votaria no final da tarde, logo cedo fui para o local. Pouco antes do encerramento da votação, chegou a cantora, acompanhada da empresária Márcia Alvarez. Entrei em estado de choque (risos). Depois que ela votou, eu me apresentei e mostrei a ela, pela primeira vez, o meu “Álbum de Fotografias e reportagens”. Ela, admirada, mostrou a todos, apreciando a dedicação. Ficamos conversando um tempão… Falamos de tudo. E no final da tarde, antes dela ir embora, escreveu para mim no álbum. Um dia inesquecível!

Um ano e quatro dias depois, na manhã do dia 21 de Dezembro de 1990, vi Marina novamente. Eu e minha mãe fomos comprar ingressos para o show que ela faria no Jazzmania, em Ipanema, quando, da bilheteria, nós ouvimos a passagem de som. Dei um jeitinho, e consegui vê-la ensaiando a música “Sign Your Name” do Terence Trent D’Arby. No dia seguinte, com meu irmão Wilson, assisti ao show. Gostei muito da apresentação. Quando acabou, mostrei a uma pessoa da Produção o autógrafo de Marina no meu álbum, demonstrando que a conhecia, com o intuito de convencê-lo a me deixar entrar no camarim. Não tendo tido sorte, pedi à Produção que o entregasse à Marina, eu voltaria no dia seguinte para buscá-lo. E no dia seguinte lá estava eu, desta vez com meu irmão Wellington, assistindo novamente ao show, e, quando acabou, fomos pegar o álbum. Que bom! Marina, mais uma vez, havia deixado uma mensagem para mim.

Em 31 de Janeiro de 1991, eu e Wellington fomos ao Rio Jazz Club, em Copacabana, para assistir ao show “Poeta, Mostra a Tua Cara”, com a cantora Sandra de Sá interpretando músicas do Nelson Motta, também presente. No último bloco do show, o compositor chamou a cantora Marina para cantar “Veneno” e “Marina no Ar”. O bis final foi extremamente emocionante. Convidadas por Sandra de Sá e Marina, Leila Pinheiro e Joyce, que aniversariava, subiram ao palco, e juntas cantarem a música “Como Uma Onda”. Depois do show, me dirigi à Marina e pedi um autógrafo. Ela, me reconhecendo, atendeu o pedido. Que noite!

No dia 24 de Novembro de 1991, eu, Wellington e Flávia, fomos ao Imperator (Rio de Janeiro) assistir ao show da Marina. Foi muito bom! Fui ao camarim, mostrei o álbum e ela escreveu: “Welbert, + um ano e a gente se encontra de novo… E eu sempre impressionada com sua dedicação com o meu trabalho e pessoa… Um beijo e fique sempre perto.”

Em 8 de Março de 1992, Marina Lima fez um show para 250 mil pessoas na praia de Ipanema para comemorar o “Dia Internacional da Mulher”, que eu, minha mãe e meus irmãos, felizes, assistimos.

Em 5 de Junho de 1993, Marina Lima fazia sua estréia em Niterói, na Concha Acústica. É lógico que eu estava lá! Marina cantou para 7 mil pessoas, além de algumas músicas do então novo disco “Marina Lima”, sucessos que marcaram a sua carreira. Foi uma super apresentação, infelizmente interrompida antes do esperado por forte chuva.

O show de lançamento do disco “O Chamado” foi no Canecão, em 19 de Maio de 1994. Na minha opinião, um dos melhores shows que eu assisti da cantora. Ela estava linda e cantando muito bem… o repertório e o figurino estavam impecáveis! Mais um ano e eu estava lá no camarim para dar o meu abraço. Desta vez ela escreveu: “Welbert, você de novo! Que bom… Um beijo.”