1994

9 de Janeiro. (Revista da Folha/SP) “Muito prazer, senhora Marina” – Aos 38 anos, a cantora e compositora Marina Lima chega ao 11º disco, “O Chamado”, e à maturidade. Define-se como “uma jovem senhora de passagem”, com direito de ser e dizer o que quiser. Solteira, séria, sensual, fala sobre bissexualismo, fala de dinheiro, Lulu Santos, Antonio Cícero. (por Sérgio Dávila)

15 de Janeiro. (Jornal Correio da Bahia) “No período de novembro de 91 a setembro de 93, ocorreram muitas coisas comigo: perdas, descobertas, constatações. Viagens irreversíveis. Será que me tornei mais mística? Não sei dizer. De qualquer maneira não precisarei citá-las aqui, pois já estão inseridas de várias formas e versos nesse meu novo disco…”, afirma a cantora, compositora e instrumentista Marina Lima, 38 anos, no encarte do seu 10º disco: “O Chamado”. Nas lojas ao apagar das luzes de 1993, é um trabalho mais cool, reflexivo e personalístico que o anterior, “Marina Lima”, de 91. Com belos arranjos, letras e participações essenciais de Alvin L. e do norte-americano Pat McDonald, do grupo Timbuk 3, é uma das melhores coisas recentes do pop-Brasil. (por Hagamenon Britto)

19 de Março. (Jornal Hoje em Dia/BH) “Marina Lima estréia ‘O Chamado’ em BH” – Aproximando-se dos 40, bonita e elegante, Marina fala do momento artístico, caracterizado pelas novas parcerias – fez apenas “Eu vi o Rei” com o irmão Antônio Cícero – e da nova fase pessoal, introspectiva e caseira, provocada por experiências de  perda: “vi a vida como ela é, sem ilusoezinhas  bobas”;  shows  no  Palácio  das  Artes,  em  Belo  Horizonte,  hoje  e  amanhã, refletem este momento. (por Cláudia Mesquita)

23 de Março. (Jornal de Brasília) “O mapa do coração humano, segundo Marina Lima” – O coração de marina é um cubo. É de um local com essa forma geométrica que ela falará sobre seus mais profundos sentimentos ao público que for hoje e amanhã à Sala Villa-Lobos. Semelhança com o último show que ela fez em Brasília, somente o cubo que também fazia parte do cenário. No resto está tudo tão diferente quanto a própria compositora. Ruptura? Que nada: “É a história de uma vida”. Desta vez, descreve, “o cubo será o meu coração. É para lá que eu vou me dirigir em alguns momentos do show”. Tanto o show quanto o novo disco de Marina resumem um período de sua vida em que ocorreram muitas coisas: “Perdas, descobertas, constatações”. Ambos têm uma“carga emocional muito forte”. “O Chamado” é o título , mas há um subtítulo que ela gosta de utilizar: “O Mapa do Coração Humano”. E é esse mapa que Marina busca traçar. Fazendo música, lendo os filósofos, pensando. (por Marco Túlio Alencar)

Abril. (Revista Elle) “Vivendo e aprendendo a mudar” – Aos 38 anos, Marina Lima troca de pele, de cabelo e de parceiro musical. E não pára por aí. Quer atacar de intelectual e sonha com um filho para chamar de seu. Surpresa! A musa que embalou muitos verões nos anos 80 agora se transforma na mulher reflexiva de 38 anos. Densa e bem mais reservada. Com disco novo na praça, “O Chamado”, a cantora e compositora Marina Lima quer marcar uma nova época e um novo estado de espírito. Fomos encontrar a cantora e conferir… Embora não tenha se negado a falar sobre qualquer assunto (“desde que seja abordado de forma objetiva”), Marina preferiu receber ELLE em território neutro e não em seu novo apartamento, na Lagoa. “A minha intimidade só interessa a mim mesma”, justificou, com aquele tom rouco e sensual que se tornou sua marca registrada. O cenário escolhido foi a pérgula do Copacabana Palace. Como ela, chic e bem carioca. (por Ronaldo Albanese)

“Quando minha aparência não corresponde à realidade interna, altero tudo” (Marina Lima)

“Quem consegue transitar por ambos os sexos é felizardo. Vive as duas fantasias” (Marina Lima)

11 de Abril. (Jornal do Brasil) “Marina fica nua sem polemizar” – Marina Lima voltou a trocar de roupa em cena no show “O Chamado – O mapa do coração humano”, apresentado neste último fim-de-semana no Teatro da Ospa, em Porto Alegre. Terceira etapa da turnê de Marina Lima (após Belo Horizonte e Brasília), o show será apresentado amanhã e no dia 13 em Curitiba; de 29 de abril a 8 de maio no Olímpia, em São Paulo; e de 12 a 29 de maio no Canecão, no Rio de Janeiro. Um show de tanto sucesso que obrigou a produção a incluir uma apresentação extra em Porto Alegre, ontem,  além  de  os  programados  para  sexta-feira  e  sábado,  que  tiveram  lotações  esgotadas. (por José Mitchell)

25 de Abril. (Jornal O Globo) Foi um encontro de amigos. Marina gravou uma entrevista com José Mauricio Machline para o “Por Acaso…”, da TV Manchete. No papo, a cantora lembrou passagens de sua carreira e revelou qual o disco que mais a inspira atualmente: “Voz e Suor”, de Nana Caymmi. (por Patrícia Kogut)

26  de  Abril.  (Jornal  O  Globo) “Um filho para Marina” – Aos 38 anos, solteira, a cantora Marina Lima diz que só se casaria para ter um filho: “Mas talvez acabe adotando um, se não aparecer um cara por quem me apaixone”. Ela troca de roupa no palco durante o show “O Chamado”, que estreou em Belo Horizonte, passou por Brasília, Pará e Curitiba, e chega a São Paulo dia 29, mas diz que quem for ver seu corpo vai se decepcionar.“É uma coisa rápida, na penumbra. O negócio é música” avisa. A cantora elogia ainda o de Chico Buarque e revela que sempre gostou do grupo Nirvana. (por Antônio Carlos Miguel)

29  de  Abril.  (Jornal  da Tarde/SP) Ao subir hoje ao palco do Olympia, para uma temporada de três dias,  Marina Lima não vai mostrar apenas o repertório de “O Chamado”, seu mais recente CD. Vai mostrar o corpo, numa rápida troca de roupa, vai mostrar a maturidade de seus 38 anos, consolidada em 15 anos de carreira e 11 discos, e o talento inabalável que a protegeu de crises,  de atritos com a imprensa, e das mudanças de rumos. Marina já não é mais a impetuosa cantora pop, avessa a concessões, que um dia mandou um diretor de gravadora às favas… Transbordando de charme, da voz rouca ao leve estrabismo, a maturidade de Marina não anula sua determinação e autocrítica. Diz que continua sem fazer concessões à indústria do disco: “Às vezes a competência convence as  pessoas  e  elas  te  deixam  mais  em  paz”. Mas  admite  que  não  se empenhou muito na promoção de “O Chamado”, um disco lento, autoral, recebido sem muito entusiasmo pela crítica. (por Airton Seligaman)

7 de Maio. (Revista Manchete) “A Metamorfose de Marina Lima” – Foram dois anos desde o último trabalho, “Grávida”. Marina parou pra pensar na vida, sofreu com a morte do pai, deixou de lado a quase-eterna parceria com o irão, o poeta Antonio Cícero. Aprendeu, cresceu, renasceu. Afinal, não está grávida? E deu à luz uma mulher mais iluminada, que se veste de cores claras, branco, muito branco. E até surge no palco do show, “O Chamado – O mapa do coração humano” (que depois da temporada no Olímpia, em São Paulo, estréia no Canecão, no Rio) com um terninho amarelo. “Descobri que a vida não é um mar de rosas, mas ela vale a pena. Parei, refleti muito, fiquei mais realista.  Isso não quer dizer que esteja gostando menos da vida. Só que não sonho mais com coisas impossíveis.Marina tomou consciência da sua idade, mas não teve que enfrentar nenhuma dessas famosas crises dos 30 ou 40. Tanto que acredita estar hoje muito melhor do que aos 28. “Não digo que sexo não me interessa mais, apenas que hoje ele tem seu lugar. Durante esses dois anos não tive vida sexual. Fiquei quieta no meu canto. Quando me apaixonei, a pessoa não me quis, então, foram tempos de abstinência. Porque transar por transar não em interessa, quero um pouco mais que isso.” (por Ana Gaio)

14 de Maio. (Jornal O Globo) “Marina delicadamente sensual” – Houve troca completa de roupa em pleno palco, mas nada tão explícito quanto a blusa aberta da Gal Costa. A estréia da temporada de Marina Lima no Canecão, anteontem, foi delicadamente sensual e empolgou o público. Durante uma hora e 15 minutos, a cantora desfiou sua voz rouca por 19 músicas. Por duas vezes, se refugiou num cubo-biombo transparente (iluminado por uma proposital luz baixa, que revelava pouco além de sua silihueta) e trocou de roupa. Ato tão sutil que mal sutil que mal provocou burburinhos. No final, Marina foi aplaudida de pé pela precisão do show e voltou ao palco para duas derradeiras canções. (…) No geral, “o chamado” de Marina é irresistível. A produção irretocável conta com luz e cenários discretos – mas elegantes o suficiente para realçar a cantora. Como apregoa a co-diretora Monique Gardenberg, trata-se de um show sincero. E Marina Lima tem muito o que dizer. (por Luiz André Alzer e Mauro Ferreira)

Marina Lima decidiu não se apresentar no Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, em Julho. Como foram cancelados outros dois shows que a cantora faria na Europa, ela e a presidência da EMI julgaram sem sentido manter uma viagem estafante para uma única apresentação. A decisão beneficiou o público daqui, que teve Marina por mais uma semana no Canecão, até o dia 5 de Junho.

1º de Junho. (Revista Veja) “A morena em boa forma” – Gal Costa recorreu a Gerald Thomas. Maria Bethânia convidou Gabriel Vilella para dirigi-la. Numa temporada em que as cantoras da MPB lançaram mão de diretores de teatro para transformar seus shows em espetáculos pirotécnicos, Marina Lima preferiu contar apenas com ela própria. “O Chamado”, turnê da cantora cuja primeira fase se encerra esta semana no Canecão, no Rio de Janeiro, para circular de novo após a Copa do Mundo, um dos grandes sucessos da temporada, é provavelmente o melhor show da carreira de Marina. As trinta primeiras récitas tiveram casa lotada. (por Celso Masson)

22 de Agosto. A diretora Monique Gardenberg terminou de filmar o novo vídeo clipe de Marina Lima. O vídeo da canção “Deve Ser Assim” foi rodado em película e teve como cenário o Canecão. “Usei combinações de 24 e 30 quadros por minuto, dando efeito de show motion“, conta a diretora.

Setembro. Neste mês chega às lojas de todo país o CD “Marina Total” (Globo/Polydor). Uma coletânea com 14 sucessos da cantora Marina Lima.

16 de Setembro. (Jornal O Globo) O tom confessional e introspectivo do disco “O Chamado”, de Marina Lima, tornou o álbum um daqueles quitutes finos que somente revelam seus melhores sabores se degustados com tempo e calma. O show homônimo, que estréia hoje no Imperator, é refinado como o disco no qual foi inspirado. Esqueça aquela Marina calorosa que aquecia o verão em shows como “Virgem”. Cool e chique como nunca, ela transborda charme em um espetáculo elegante e maduro como a sua (atual) música. Impossível resistir ao seu “chamado”. (por Mauro Ferreira)

17 de Setembro. O show de Marina Lima voltou para o Rio em grande estilo e lotou o Imperator. No final, o camarim da cantora foi pequeno para o rebuliço causado pela presença de Vera Fisher – devidamente acompanhada da filha Rafaela e de Felipe Camargo. O trio não agüentou e correspondeu ao “chamado” (nome do disco e show) de Marina, indo direto comemorar a apresentação com brindes e abraços.

30 de Setembro. O show que a cantora Marina Lima apresentaria na praia do Arpoador, no dia 29, foi cancelado devido às eleições.

7 de Outubro. Marina Lima estréia como modelo no desfile de lançamento da coleção primavera-verão da Bennetton, no Museu de Artes Modernas do Rio de Janeiro. “Adorei desfilar. Me diverti muito. Não é a minha, fiz isso mais por causa dos amigos que estavam na passarela e na platéia e pela Sociedade Viva Cazuza” disse Marina, feliz da vida depois do desfile em que mostrou uma segunda-pele transparente marinho de listras brancas e calça de brim marinho.

Novembro. Chega às lojas do Rio e São Paulo, o disco-tributo a Roberto Carlos – “Rei”. O álbum, produzido por Roberto Frejat, traz  clássicos da Jovem Guarda compostos por Roberto e Erasmo Carlos, interpretados por Kid Abelha, Barão Vermelho, e, entre outros, Marina Lima – que mostra sua bossa para uma nova versão do sucesso “Por Isso Corro Demais”.

12 de Novembro. Marina Lima se apresenta pela primeira vez em Petrópolis, no Teatro Mecanizado do Quitandinha, com o show “O Chamado – O mapa do coração humano”.

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