1993

23 de Fevereiro. Marina Lima estréia show em Nova York.

27 de Fevereiro. (Jornal O Globo) “O som do Rio” – Musa de inúmeras e eternas canções, a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro continua sendo a capital musical do Brasil, Suas águas e montanhas são uma sinfonia de cores e luzes. A dois dias de seu 428º aniversário, flagramos alguns detalhes da natureza, tendo como base e roteiro uma trilha sonora com a mais perfeita tradução da “Cidade Maravilhosa”… Ela é de uma geração que cresceu numa cidade já não tão maravilhosa, mas que ainda desfruta de seus prazeres e segredos.Para Marina Lima interessa tanto o Rio da paisagem ofuscante  como  a  urbe  urgente,  de  trânsito  caótico  e  habitantes  terminais.  Sua  música promove  a  melhor  simbiose  entre  a  tradição  da  bossa-nova  e  a  informação  do  pop-rock. (por Antônio Carlos Miguel)

5 de Março. (Jornal O Globo) “Nova passageira embarca no rumo do aeroporto” – Marina lima está para ser arremessada para fora do país. É verdade que ela já estava em posição, mas agora vai ganhar um empurrãozinho de sua gravadora. Na quarta-feira, dia 3, foi traçada a rota de vôo da carreira internacional da artista. Os objetivos foram definidos numa reunião de cúpula da gravadora, que inclui a presença de David Stocley (na foto com a cantora), Presidente da Divisão Internacional. Marina já tinha dado suas investidas para fora das fronteiras nacionais logo após o lançamento do seu último disco, “Marina Lima”. A turnê contou com shows na França, Canadá e Estados Unidos. Com o acordo com a gravadora, o projeto agora assumiu outros contornos. A cantora ganha, inclusive, um disco gravado especialmente para o mercado externo, provavelmente em inglês. (por Paula Fernandes)

4 de Junho. (Jornal do Brasil) “Um curta de luxo” – O curta “Diário Noturno” foi escrito por Monique Gardenberg em dezembro de 1992. Depois foram 12 dias seguidos de filmagens, iniciadas em 28 de janeiro. O filme conta a história de Clara (Marieta Severo), funcionária de uma Repartição Pública há 16 anos, onde faz o mesmo monótono trabalho: carimbar, numerar e rubricar documentos idênticos. A válvula de escape para o cotidiano são seus sonhos. Além da atriz, participam do elenco do curta, Vera Holtz, Tony Ramos, Chico Diaz, Kiki Lavigne, Otávio Miller e a cantora Marina Lima (que, irreconhecível com peruca longa e balagandãs, interpreta uma prostituta e uma mulher fatal). Todo o elenco trabalhou de graça. (por Márcia Fortes)

5 de Junho. No dia mundial do meio-ambiente, Marina Lima se apresentou pela primeira vez em Niterói. O show que marcou a reabertura da Concha Acústica de São Domingos, assistido por 7 mil pessoas, foi interrompido em menos de uma hora:  molhada pela chuva que caiu desde o início do espetáculo, a cantora tomou um choque ao segurar o microfone, atingido por um curto-circuito no sistema elétrico. (por Welbert Gonçalves)

9 de Junho. Única apresentação de Marina Lima na boate People, em show beneficente para Rosinha de Valença, na campanha “Viva Rosinha”.

13 de Junho. A cantora Marina Lima e mais três amigas assistem ao filme “Um Dia de Fúria”, no cinema Roxy-2, em Copacabana.

Setembro. Trancada num estúdio em Botafogo, gravando mais um disco, Marina escolheu o título de seu próximo trabalho: “O Chamado”.

15 de Outubro. Marina viaja para Los Angeles para mixar, no The Enterprise Studio, seu novo disco, que tem como destaque a música “It’s Not Enough”, composta em parceria com Pat McDonald, do grupo americano Timbuk 3. Entre as participações especiais do disco está o contrabaixista Bruce Henry.

22 de Outubro. (Jornal do Brasil) “Alta rotação” – Além de dividir os vocais de “Deve ser Assim” com o parceiro Alvin L., a cantora Marina assina a faixa-título de seu novo disco, “O Chamado” com seu professor de violão no Centro Musical Antonio Adolfo, Giovanni Bizzoto, do grupo Sindicato do Golpe. (autor desconhecido)

6 de Novembro. Entre outros astros, Marina se revezou em carrocinhas de pipocas, bancadas de pizzas e cachorros-quentes instaladas num dos bares e nas cadeiras especiais do Estádio do Maracanã, no show de Madonna (“The Girlie Show”) no Rio.

Dezembro. A Polygram lança a coleção “Minha História”, que tem 40 títulos só de músicos da MPB. Dentre os destaques está a coletânea com os 14 sucessos de Marina.

11 de Dezembro. (Jornal do Brasil) “Marina afinal” – Chega às lojas um dos lançamentos mais aguardados do verão, o novo disco da cantora Marina Lima, “O Chamado”. A expectativa não se frustrou: o disco tem tudo para ser um dos campeões de execução nas rádios e alcançar uma excelente vendagem. (autor desconhecido)

13 de Dezembro. Marina Lima lança seu novo CD, simultaneamente, no Brasil (“O Chamado”), Estados Unidos e Europa (“A Tug On The Line”).

18 de Dezembro. (Folha Ilustrada/SP) “Marina reflete sobre a dor em O Chamado” – “O Chamado”, o novo disco de Marina, é uma das melhores surpresas do ano, contrastando com o empobrecido cenário musical brasileiro. Marina define seu novo disco como “o trabalho de uma jovem senhora de passagem”. “Sou outra pessoa e outras questões me interessam agora”, diz, sem esconder a idade: “Trinta e oito anos. Dois para 40. É uma idade”. Dois anos depois de “Marina Lima”, a cantora presenteia seus fãs com o seu trabalho mais pessoal e autoral. Pela primeira vez, o disco não traz hits instantâneos. É um trabalho mais clássico. Reflete o estado de espírito e sua postura diante dos acontecimentos que marcaram o seu ano. A morte do pai fez com que fizesse um trabalho mais introspectivo. (por Eca Joory – Enviada especial do Rio)

23 de Dezembro. (Jornal Zero Hora/Porto Alegre) “Marina tira a maquiagem” – Desculpe Marina, mas eu tô de mal com você! Essa tem sido mais ou menos a reação dos fãs a “O Chamado”, o disco novo. É normal. Quem não estava com vontade de ouvir a voz mais sensual do Brasil detonando um “À Francesa II”, ou fazendo panfletagem de areia numa nova versão da inconseqüente “Uma Noite e Meia”? Acontece que o tempo das bundinhas de fora passou. Pelo menos para ela. Aos 38 anos, dez discos e 14 anos de carreira, Marina está mais interessada em botar os sentimentos e as dores para fora. “O Chamado” é uma viajem para dentro, e revela uma Marina mais cool, mais feminina, mais jazzy, mais madura e, principalmente, mais difícil. Mas não espere ouvir lamentações. O charme nato e o romantismo distorcido de Marina não deixam que “O Chamado” afunde no baixo-astral. (por Ruy Arteche)

31 de Dezembro. (Jornal de Brasília) “Intimismo marca novo disco de Marina” – O novo álbum de Marina Lima é um luxo. Não só por ter sido mixado nos EUA, mas também pela embalagem: uma bela caixinha de papelão, que além do CD traz um adesivo e poemas de Antônio Cícero, Pat MacDonald, Alvin L. e Marina. Mas, dois anos depois do disco intitulado “Marina Lima”, a cantora mais do que nunca não descuida do conteúdo – o que já insinua no encarte ao definir “O Chamado” como “o novo trabalho de uma jovem senhora de passagem”. Ela conta também que, entre “Marina Lima” e “O Chamado”, muitas coisas aconteceram em sua vida: “Perdas, descobertas, constatações”. E, não por acaso, o décimo disco de Marina é um trabalho de maturidade, o mais sereno, o menos dançante, o mais sutil – esbanjando poesia por todos os poros. (por Sérgio Bazzi)