1991

30 de Janeiro. Nelson Motta e Sandra de Sá sobem no palco do Rio Jazz Club, na Cave do Hotel Meridien, com o show “Poeta, Mostra a Tua Cara”, e convidam a cantora Marina.

5 de Maio. A cantora Marina comanda as pick-ups e faz o som da noite, “na cidade que não tem mais fim”, na discoteca Dr Smith, no Rio de Janeiro.

18 de junho. (Jornal O Globo) “Atenta aos braços do rapaz” –“Tudo o que pensei ser para sempre já não sei se é mais. Penso na menina e fico atenta aos braços do rapaz”. Parte da letra de “Não Estou Bem Certa” – versão de uma música de Terence Trent D’Arby, “Sign Your Name” – presente no novo disco de Marina, traduz o atual momento da cantora carioca. Marina admite que, quando lançou seu último disco, “Próxima Parada”, no fim de 1989, não sabia onde iria chegar. O seu destino, conta, era uma incógnita. Agora, porém, a intérprete parece ter definido uma parada. Ela se diz “grávida da vida” e, no momento, passa suas noites no estúdio Nas Nuvens, gerando o disco “Marina Lima”, a ser lançado em agosto pela EMI-Odeon (por Mauro Ferreira)

25 de junho. (Jornal O Globo/Cartas) “Marina” – “Gostaria de esclarecer um ponto que não ficou claro na matéria que fiz com Mauro Ferreira para o Segundo Caderno deste jornal no dia 18 de junho de 1991. Não disse que meu irmão Cícero e eu ‘nos desvencilhamos como parceiros’ ou que nos ‘separamos como parceiros’. O que eu disse foi que Cícero e eu trabalhamos com o ‘princípio do prazer’, ou seja, que o mais importante para nós é que nos descobrimos, nos traduzimos, nos psicografamos. Esse é o grande barato da nossa parceria. E, nesse momento, tanto o Cícero quanto eu estamos descobrindo e compondo com outras pessoas. E é só querermos que voltaremos a compor. Espero nunca me ‘desvencilhar’ do Cícero. Sem mais, Marina Lima, Rio.”

21 de julho.  (Jornal do Brasil/Domingo) “Marina de bolacha nova” – Foi o disco mais tumultuado na carreira de Marina Lima. A mudança para a EMI-Odeon foi apenas um dos contratempos que atrasou o lançamento, previsto agora para chegar às lojas no final de agosto. Mas a música “Acontecimentos” já toca sucessivamente nas FMs da vida, aproveitando o rastro sonoro da novela “O Dono do Mundo”. A Marina compositora aparece em mais duas faixas – “Criança” e “Acho Que Não Sou Só Eu” -, e dois outros destaques são “Pode Ser o Que For”, uma música inédita em homenagem a Cazuza, e “Não Sei DAnçar”, um blues do novato Alvin L. O lançamento será em um show no Teatro Guaíra, de Curitiba, mas a cantora é lacônica sobre seu novo trabalho. “Eu não quero falar nada para não frustrar expectativas” Rio e São Paulo só terão Marina em seus palcos no final do ano. (autor desconhecido)

Agosto. (Revista do Compact Disc – nº 5) “Marina – Novo disco em alto-astral” – A cantora define seu novo disco como “um disco de chegada, um recomeço”. Numa conversa descontraída, em depoimento exclusivo ao crítico Táric de Souza, fica bem claro que se trata de um verdadeiro rito de passagem, de um novo cartão de visitas de uma mulher em perfeita sintonia com seus 35 anos, que revela como aconteceu – e o significado especial que teve para ela – a produção desse disco, o décimo de sua carreira e o primeiro que assina com seu nome completo, bem no título: “Marina Lima”.

11 de Agosto. (Jornal Folha de São Paulo/Revista d’) “As razões da idade” – Era uma vez um verão, Marina tem quase 36 anos e andava meio submersa há três. Desde 1989, data do disco “Próxima Parada”, ela optou por raras aparições. Não que seu público tenha se esvaído por aí: choviam convites para shows em ginásios, mas a mais elegante das cantoras brasileiras só atracou em novembro passado numa temporada-relâmpago no Jazzmania, Rio. “Tem um capítulo sobre esta coisa do silêncio em ‘A Vontade Radical’, de Susan Sontag. Em certas horas o artista quer o silêncio e corta a comunicação com o público, buscando retração.” Se “Próxima Parada” encerrou um ciclo, seu disco de estréia na gravadora EMI-Odeon sai no final do mês como o resultado de 150 dias de busca por um  trabalho marcadamente autoral. “Marina Lima”, título do novo LP, coincide com uma uma fase onde a cantora que enaltecia a ala das bundinhas de fora se transformou em uma pessoa paciente, mais observadora. Sai de cena a garota de Ipanema e entra na avenida a mulher do Leblon, que se reúne em grupos de estudo sobre Hegel, Proust e Platão. Mas isto não significa peso. Ao contrário, ela garante ter embarcado neste décimo LP em ondas de suíngue, sol e ritmo. “Esse trabalho é ‘Marina Lima’ e ponto final. Uma pessoa adulta assinando seu nome.” (por Eduardo Logullo)

“Passei quatro meses correndo atrás do meu próprio rabo para poder dizer ‘eu agora estou assim, agora sou assim, o que vocês acham?” (Marina)

23 de Agosto. (Jornal Tribuna da Imprensa) “Marina  mostra  o  novo  disco” – Em café da manhã no Ceasar Park, a cantora e compositora apresenta à imprensa, em primeira mão, seu primeiro LP pela EMI-Odeon: “Marina Lima”, um disco intimista, pessoal e intransferível, no qual retrata o seu atual momento. O de mulher madura e feliz, à espera de um grande amor. (…) Quanto ao repertório, prefere evitar o assunto. “Acho meio cabotino ficar falando. É um disco que eu gosto. Dei o melhor de mim nele. É sério. Tem um certo refinamento. Traduz o meu momento. Mas é como o trabalho de um escritor. Quero que vocês ouçam e sintam”, diz, tentando se desvencilhar de uma repórter, que se dizia incumbida de perguntar sobre cada uma das canções. (por Sérgio Melgaço)

4 de Setembro. (Revista Isto É Senhor) “O pulo da gata” – Doze anos depois de estrear no palco do Teatro Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, a cantora Marina decidiu mudar o rumo de sua carreira. Irrequieta, trocou de gravadora e banda, voltou a adotar o sobrenome “Lima” e resolveu confiar em alguém com mais de 30 anos. Ao contrário de outros artistas que deixam tudo nas mãos dos produtores, ela, aos 35, é a principal responsável pelo LP Marina Lima, recém-lançado pela EMI-Odeon. No novo (e décimo de sua carreira) Marina mostra-se uma intérprete versátil – canta desde baladinhas pop a MPB – e uma boa autora: com o irmão, o poeta Antonio Cícero, compôs 50% das faixas. (por Marcela Esteves)

8 de Setembro. A MTV traz à tela, neste Domingo, às 22h30, o clip da cantora Marina. As imagens foram gravadas em câmeras de película 8, nas areias de Praia Grande, em Arraial do Cabo, onde a manhosa Marina Lima interpreta o sucesso “Criança”, do seu mais recente disco pela gravadora inglesa EMI-Odeon. O fotógrafo Flávio Colker e o designer gráfico Gringo Cardia são os responsáveis pela direção do clip, que tem no total cinco minutos e três segundos.

A Lorem Ipsum Produções Gráficas lança o “Marina Songbook”,  com partituras facilitadas para violão, guitarra ou piano das músicas “À Francesa”, “Acontecimentos”, “Preciso Dizer Que Te Amo”, “Fullgás”, “Nada Por Mim”, “$ Cara”, “Pra Começar”, “Uma Noite e 1/2”, “Veneno” e “Virgem”.

15 de Outubro. (Folha do Brasil/New York) “Marina ‘toda’ em Nova York e muito mais” – A cantora-compositora Marina está de volta aos Estados Unidos. Só que desta vez, o objetivo de sua viajem não é o de morar aqui como fez com sua família quando tinha 5 anos de idade ao mudar para Washington, DC. Agora veio para cantar com sua voz rouca e roqueira. Traz na bagagem dez LPs, vários Discos de Ouro e Platina, além dos títulos de “revelação do ano” de 1981, pela Associação dos Críticos de Arte de São Paulo e o Prêmio “Vinícius de Moraes” de melhor disco e intérprete em 1988. (…)  “É 1991. Talvez este show de Marina será o mais brilhante e transado pela noite  que Nova York já viveu…” Amanhã, 16, Marina estréia no SOB’s com shows às 21:30 e meia-noite na quarta-feira, dia 17, nos mesmos horários. Marina canta também em Boston, dia 18. (por Wilson Loria)

19 de Outubro. (Jornal O Globo) “Marina faz seu primeiro show em Nova York” – Definitivamente, Marina Lima está em nova fase. Depois de adiar por vários anos a possibilidade de uma carreira no exterior, ela já tem projetos em mente e convites à mão. Na noite da última quarta-feira (16) se apresentou pela primeira vez em Nova York para uma platéia basicamente brasileira. Quinta-feira e ontem fez mais duas apresentações. Mas a cantora – que não pretende deixar de lado o público nacional – está começando a pensar em versões de suas músicas para o inglês. A primeira da lista é “Criança”, faixa de seu último LP, lançado no Brasil há pouco mais de um mês. (por Heloísa Villela – Correspondente em Nova York)

22 de Outubro. (The  Weekly  Nwespaper  of   New  York)  “The  village  voice” – Marina:  Singer/ composer Marina is one of those pop musicians that exemplify Brazil’s cannibalistic cultural style. Voraciously devouring danceable Europop, harder-driving Amerifunk, and even speed-folkindie rock, she hill wears that yearning postbossa atitude on her decidedly Brazilian sleeve. These dates mark the husky-voiced romantic’s American debut. October 16 and 17, S.O.B’s, 204, Varick Street, 243-4940 (Morales).

Novembro. (Revista do Compact Disc – nº 7) Marina “Marina Lima” (EMI) A crítica tem considerado este o melhor trabalho de Marina desde “Fullgás”. Ela assinou o nome inteiro porque se considera inteira na produção esmerada. Arranjos densos e um time de grandes músicos reiteram a idéia de amadurecimento que a cantora e compositora pretendeu, com sucesso. Alguns pontos fortes do disco são as músicas “Criança”, “Acontecimentos” da Trilha Sonora da novela “O Dono do Mundo” e “Grávida”, com parceria de Arnaldo Antunes do Titãs. (por Mauro Dias) Avaliação: 4 (muito bom)

10 de Novembro. (Jornal do Brasil/Domingo) “Conversa de Domingo” – A cigarra do verão não vai à praia, se veste de preto e não tem voz possante. Mas tem estilo. É a personalidade de Marina Lima, que há umas cinco temporadas faz dela a musa da estação – ainda que às avessas. Qualquer dúvida pode ser tirada a partir de quinta no Imperator. Marina é difícil. Para tê-la na capa da ‘Domingo’ foram dias de negociação e muita adrenalina de paciência. “Ela gosta de ter o controle de tudo”, diz Flávio Colker, fotógrafo de último disco da cantora. Colker ficou dois dias numa praia com Marina e, ainda assim, gastou 30 rolos de filmes inutilmente. Só quando o estoque estava acabando, ela relaxoucom a ‘Domingo’ foi a mesma coisa. A musa do verão é também a musa da estranheza e do estranhamento. (por Paulo Vasconcellos e Eduardo Fonseca da Rocha)

“Eu não posso enfrentar um palco como se fosse um ator. Sou eu quem está lá, não um personagem” (Marina Lima)

13 de Novembro. (Revista Veja Rio) “Marina leva seu jeito carioca de cantar no Méier” – A partir de quinta-feira, o Rio terá de volta ao palco a sua cantora mais marcante. Depois de uma excursão por Montreal, Nova York e Boston, Marina canta no Imperator, no Méier, assumindo sua nova faze: quer ganhar dinheiro. Aos 36 anos, ela continua tímida e estuda o amor lendo Platão. (por Alfredo Ribeiro)

“Eu faço concertos e o público sempre espera por estripulias. Acham que eu vou mergulhar numa banheira bem no centro daquele palco enorme. As pessoas me querem sedutora e eu só quero fazer amigos.” (Marina  Lima)

“A Volta da garota do Leblon” Há três anos afastada das grandes casas de espetáculo, a cantora Marina Lima, marca registrada da musicalidade carioca, estréia em grande estilo no Imperator.

14 de Novembro. (Jornal O Globo) “Certos encantos da perfeição” – Marina está com tudo e está prosa. Falsa modéstia não é com ela. Também pudera: suas músicas tocam no rádio, sues discos são elogiados, vendem bem e a imprensa não economiza páginas para cantá-la. Perfeccionista, ela não se arrepende de nada do que fez em sua carreira: chega até a lembrar com carinho de alguns playbacks que andou fazendo na Baixada Fluminense. Tinha uma especial predileção pelo público de Caxias e guarda suaves recordações de noites em que fazia mímica para “Emoções”, levando platéias de clubes ao delírio. “Eu gostava de fazer ‘playbacks’. Nem todo mundo tem dinheiro para pagar por um show meu. Eu fazia um só por noite e andei até tentado colocar a voz, mas os equipamentos de som eram tão ruins que as pessoas acabavam não entendendo o que eu cantava” – lembra. Hoje Marina inicia uma temporada de duas semanas no Imperator para lançar seu novo disco, “Marina Lima”. Vinda de quatro apresentações nos Estados Unidos e no Canadá, ela confessa que, mesmo escolada pelos 12 anos de carreira, sente apreensão antes da estréia: “Sempre acho que não vou conseguir, que vai dar tudo errado…” – brinca. (por Pedro Só)

21 de Novembro. (Jornal do Brasil) “Espetáculo com muito talento” – Há sete anos a cantora Marina Lima costumava dizer em entrevistas que não podia se imaginar fazendo um show no Canecão. Na semana passada, depois de fazer três de suas últimas quatro temporadas no Canecão, Marina estreou seu mais novo show no igualmente espaçoso Imperator. Sua aversão a grandes casas de espetáculos foi definitivamente contornada. Sinal de que Marina aprendeu, e quem ganha com isto é o público. “Marina Lima”, nome deste novo show – e de seu 10º LP -, continua em cartaz de hoje a domingo (24) no mesmo Imperator. (por Pedro Tinoco)

Dezembro. “Free at last” – Ela aumentou os seios para ficar mais sexy, continua massageando o corpo com óleo de amêndoa e descobriu que “homem é legal”. Com vocês MARINA LIMA, la chanteuse brésilienne extraordinaire. A imprensa tem dito que este é o ano “sim” da cantora Marina. E é ela quem diz: “nesse momento me sinto obrigada a falar, a me mostrar, sair da sombra. Não é só tirar os óculos escuros. Quero dizer “sim”. É um movimento feminino meu.” Mas, apesar dessa afirmativa e de ter sido um dos primeiros jornalistas a cobrir-lhe de elogios, dessa vez dei com a cara na porta. Entrevista para mim, nem pensar. Zilhões de afazeres, véspera de estréia do novo show, total falta de tempo. Não seria possível, em hipótese alguma. As pessoas mudam muito depressa. A antiga acessibilidade cedeu lugar ao leave me alone de La Bargo. Não que o passado dela o condene, muito pelo contrário. Marina sempre deitou muita falação, opina sobre os temas mais descabelados, é muito entendida em moda, livros, pinta e borda. E tudo isso está registrado em pilhas de entrevistas. A saída, então, é mesmo cometer uma espécie de “perfil não autorizado”. Será que estou criando um novo gênero? (por Ezequiel Neves)

2 de Dezembro. (Revista Amiga) “Marina quer ser mãe. E já!…” – Sempre arredia em seus contatos com o público e a imprensa, Marina tem surpreendido a todos com sua nova postura. Aos 36 anos, lançando seu novo disco “Marina Lima”, depois de dois anos afastada dos palcos, a cantora tem se mostrada muito mais extrovertida e falante que nos velhos tempos. Hoje, é sem timidez ou receio que ela abre o coração para revelar seus projetos mais secretos, os sonhos mais acalentados. Como o de ser mãe, por exemplo: Isso mesmo. um dos grandes desejos de Marina é ter um filho e, ela pretende realizá-lo em breve, adotando uma criança. (…) Não é só em relação a seus projetos pessoais que Marina tem se mostrado mais preocupada. Como música, ela se revela especialmente envolvida (e desiludida) com a realidade brasileira. A cantora conta que até hoje não conseguiu sequer realizar o sonho da maioria dos simples mortais: ter uma casa própria. Ainda vive num apartamento alugado no Leblon, Rio. Mas não é a sua realização pessoal que a amedronta. É a realidade e o futuro do Brasil. (…) Voltando às declarações confidenciais, Marina deixa escapar que só se mudaria se fosse para trocar de cidade. Depois de anos sendo identificada como a própria “menina do Rio”, ela confessa que está cansada da cidade maravilhosa. (…) Porém, antes que algum fã mais entusiasmado se adiante e lance alguma bandeira transformando Marina em uma musa do verão paulista, ela já avisa: detesta ver seu nome ligado a qualquer tipo de rótulo. Não quer ser símbolo de nada, seja de uma cidade, de um estilo ou muito menos de uma opção sexual. (…) Mas, embora diga que não quer, que as pessoas a vejam como uma “coisinha linda, cheia de graça”, Marina, np fundo, é vaidosa. Gosya de se cuidar, manter o corpo em forma. A pele sedosa. Diariamente malha por mais de uma hora em casa mesmo, em frente ao vídeo, e não dispensa passeios de bicicleta pelo Leblon. Porém garante que suas preocupações com o corpo são apenas em relação ao aspecto físico, uma questão de saúde. É por isso mesmo que adquiriu o hábito de não se expor ao sol, para preservar a pele. Pela mesma razão adotou uma alimentação mais saudável, ingerindo muitos cereais, abandonando os sanduíches que tanto gostava. (por Gérson Vieira)

5 de Dezembro. (Jornal Folha de São Paulo) “Marina canta em SP após 4 anos e diz que dá para injetar Platão no pop” – No mondo cane, ela vai posar nua para a “Playboy”, injetou silicone nos seios, e passou, subitamente, a se interessar por homens. No mundo de Marina Lima, 36, que volta a cantar em São Paulo após quatro anos, as coisas nunca são tão definidas. Veja: Sobre a “Playboy”: “Nunca podei para a ‘Playboy’, não pretendo posar, é mentira”. Sobre o silicone: “O que eu deixo de fazer ou não com o meu corpo é problema meu, eu faço pra mim, não interessa”. Sobre homens: “Eu tinha uma certa desconfiança com relação ao homem. Estou perdendo essa desconfiança e estou feliz”. Em entrevista à FOLHA, ela diz que dá para misturar Platão com música pop e que seu último disco, “Marina Lima”, tem influência de dance music. (por Mario Cesar Carvalho – da reportagem local)

7 de Dezembro. (Jornal O Estado de São Paulo) “Marina prova que modernidade rima com MPB” – Marina Lima faz parte de uma rara estirpe de artistas da música brasileira. Ela consegue misturar pop e MPB sem cair no convencional. Fazer com que o mais empedernido elitista cante “Emoções”, de Roberto Carlos, com total reverência. E, sem apelar para palavras de ordem, arrancar uivos da platéia, que pede mais. A prova é seu novo show, que estreou no Palace quebrando um jejum de quase quatro anos sem se apresentar em São Paulo (por Jeferson de Souza)

9 de Dezembro. (Revista Amiga) “Marina solta a voz para ser a nova musa do verão 92” -Com um disco novo, a beleza e maturidade dos 30 anos, Marina está de volta. Não menos polêmica, ela recusa o título de “musa do verão” e, entre outras coisas, enfrenta com tranqüilidade as perguntas sobre sua vida pessoal, principalmente depois da repercussão das declarações de que deu a uma revista onde revelou ter medo dos homens e ser bissexual. Durante a entrevista que concedeu para divulgação do seu 10º LP – “Marina Lima” – no Rio, Marina reforçou a postura de quem sabe o que quer e canta. “Se eu tenho medo dos homens, todos os homens têm medo das mulheres”, afirmou. E para pôr fim às especulações acrescentou: “Não interessa o que eu faço da minha vida, eu escolho o que eu quiser .” E, para enlouquecer ainda mais os fofoqueiros, a cantora se mostra mais feminina do que nunca e preocupada com a beleza. “Fui ficando uma pessoa mais atraente por causa do meu trabalho. Não sou mais aquela menina que começou em 79. Agora sou uma mulher madura, segura, e esse negócio de símbolo sexual me incomoda”, disse descartando os rótulos. (por Cláudia Figueiredo)

10 de Dezembro. (Jornal O Globo) “Essência delineada” – A personalidade de Marina também está bem delineada no seu disco. Os sucessos “Uma Noite e 1/2” e “À Francesa” ficaram de fora da coletânea “Personalidade”, mas não fazem falta. O disco mostra como Marina conservou a essência de sua música ao entrar no universo pop eletrônico a partir do disco “Fullgás”. Registros como “Me Chama” e “Doida de Rachar” resistem às comparações com gravações mais antigas, caso de “Nosso Estranho Amor” e “Charme do Mundo”. (autor desconhecido)

A Associação Paulista de Críticos de Arte concede à cantora e compositora Marina Lima o prêmio APCA 1991 de “Melhor Show do Ano”.

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